Você sabe o que é slow fashion? Descubra agora!


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Em abril de 2013, o edifício Rana Plaza, que abrigava diversas confecções em Daca (Bangladesh), desabou devido às péssimas condições de conservação, de trabalho e segurança. A tragédia deixou mais de 1.100 mortos, e milhares de pessoas acidentadas.

Os trabalhadores, que produziam peças para grandes marcas pelo mundo, ainda não receberam as indenizações. O acontecimento marcou a fundação do movimento Fashion Revolution, que dentre as diversas causas defendidas, auxiliou na divulgação do slow fashion que, aos poucos, muda o comportamento dos consumidores.

Quer entender o que é este movimento, quais são as suas propostas e como ele dialoga com os seus negócios? Acompanhe!

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O que é slow fashion?

O slow fashion é uma alternativa à produção massiva de roupas e acessórios. O termo foi cunhado em 2008 pela professora e autora Kate Fletcher, e é inspirado no movimento Slow Food.

Assim como o último incentiva a busca de uma alimentação mais consciente, que respeite o ciclo de produção dos alimentos, as comunidades locais e o meio ambiente, o slow fashion prega que retomemos a conexão com a maneira pelas quais as roupas são produzidas, valorizando a diversidade, a cultura e a natureza.

Se o fast fashion oferece um grande volume de roupas em coleções inúmeras e preços baixos, o slow fashion propõe uma intervenção no acelerado cotidiano contemporâneo. Sob esse ritmo, são prezadas a qualidade das peças e a conexão com o meio ambiente, demandando que lojistas entendam como vender peças com maior valor agregado.

Quais são as suas principais reivindicações?

Uma produção slow vai além do uso e divulgação de causas "verdes". A proteção aos recursos naturais, aos seres sencientes e humanos passa por mudanças de comportamento em toda a cadeia de consumo, como vemos a seguir!

Respeito às legislações trabalhistas

Embora a tragédia do Rana Plaza tenha exposto massivamente os duros bastidores da moda, não é de hoje que jornalistas, advogados, ativistas, professores e estilistas têm denunciado as condições de trabalho deploráveis de confecções irresponsáveis.

ONG's como a Repórter Brasil divulgam, continuamente, marcas que submetem seus trabalhadores a condições de trabalho análogas à escravidão. Essa bandeira vale para toda a cadeira de produção e consumo: as pessoas desejam ver colaboradores mais felizes e motivados.

As reivindicações do slow fashion e do Fashion Revolution estão dando resultado. Tanto que a Zara, uma das maiores marcas na indústria do fast fashion e condenada por trabalho escravo, teve a menor margem de lucro desde 2008, em 2017.

Diversidade

A moda slow fashion incentiva a diversidade social, cultural e ecológica. Matérias-primas, técnicas, estações e culturas são valorizados por designers independentes e marcas que se dispõem a colaborar com um ciclo de produção mais sustentável e diverso. Métodos tradicionais de fabricação, como o artesanato, são elevados ao status de desejo, colaborando para que as histórias por trás das peças sejam contadas para mais pessoas.

As campanhas de divulgação também contam com maior inclusão e representatividade. Afinal, se a moda é uma indústria formada por e para pessoas, nada mais justo do que incluí-las com dignidade, não é mesmo?

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Consumo Consciente

O fast fashion é nutrido por um regime de consumo que se sustenta na imagem e no novo. Assim, os consumidores ficam sempre em busca de mais produtos, mesmo que eles durem pouco. No slow fashion, busca-se a valorização da qualidade sobre a quantidade, combatendo o ideal de que a moda é algo descartável. O lema "menos é mais" é um dos mais resgatados.

A ascensão do slow fashion não significa, contudo, que as grandes confecções precisem ser "derrubadas". Na realidade, os porta-vozes do movimento incentivam que grandes marcas repensem seus modos de produção, zelando para que as legislações ambientais e trabalhistas sejam respeitadas, que o consumo consciente seja incentivado, o desperdício reduzido e que mais pessoas se sintam representadas e respeitadas por anúncios, catálogos e outros veículos de informação de moda.

E você, acompanha o slow fashion? Quer mais dicas para melhorar a qualidade de seus serviços e dos produtos que você oferta? Assine a nossa newsletter e fique pro dentro de nossas novidades!




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02/02/2018

A M.POLLO é a marca do Homem. A rigidez e atitude do homem moderno são expressas nas nossas peças. Por meio delas, levamos um pouco das tendências que realmente importam para você.


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